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1 - DICIONÁRIO - Dicionário Protestante
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DIVERSOS TEMAS - Índice de Outros Diversos Temas
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terça-feira, 10 de julho de 2012

MÚSICAS EVANGÉLICAS x MÚSICAS CATÓLICAS


A PILHÉRIA: ” Os católicos já perceberam a diferença e, aos poucos, estão se acostumando ao estilo gospel de música. Já foi o tempo em que as canções “Maria de Nazaré” e “Segura na Mão de Deus” eram os únicos sucessos nas missas. Hoje, os hits cantados nas celebrações são compostos por autores evangélicos, sem preconceito.”







A VERDADE:

Músicas heréticas de seitas evangélicas são proibidas de serem tocadas na celebração da missa, quem o faz erra contra as diretrizes da Igreja. “Maria de Nazaré” e “Segura na mão de Deus” (protestante), nunca foi “sucesso nas missas, a primeira é um coro ensinado as crianças para a primeira comunhão e a segunda é uma canção protestante cantada por alguns nos cemitérios. Quem a canta não sabe que o defunto não “segurará na mão de Deus” se não passar pelo julgamento na purificação do purgatório. 

Como bem os evangélicos sabem, o padre Zezinho foi o primeiro religioso cantor do país, e sua música a “Oração da Família”, composta e gravada por ele, é muito cantada e tocada nas seitas evangélicas no Brasil e em muitos países do mundo. Nunca bradamos que os evangélicos se renderam a música católica, como pilhericamente fazem os evangélicos na internet. 

Recentemente gravaram a música católica “Noites traiçoeiras” e espalham que a música é evangélica: http://fy.netlog.com/go/explore/videos/videoid=pt-1781197 , uma farsa. 

No ECAD a música tem registro com autoria de Simone Telésforo, cantora, compositora, escritora e pedagoga católica, que gentilmente me respondeu: “Obrigada Fernando por gostar da minha música. Eu sou católica apostólica romana”.

Ao contrário do que bradam alguns evangélicos, que nos caluniam de “roubar” músicas suas, nas gravadoras há um intercâmbio comercial entre músicas católicas e evangélicas, alguns católicos gravam músicas evangélicas, e evangélicos gravam músicas católicas, como podemos ver neste link:http://noticias.gospelmais.com.br/ministerio-alianca-prepara-seu-primeiro-dvd-veja-o-video.html que cita as músicas que gravou a banda gospel “Louvor Aliança”, incluindo a música católica “Noites Traiçoeiras” entre elas. Diz o texto ali: 

“Em seu primeiro disco, intitulado Resgatando Raízes (2005), o grupo colocou em prática o desejo de juntar corinhos e músicas modernas que levam mensagens de fé, entre elas podemos destacar as tradicionais “Em Espírito e em Verdade”, “Segura na Mão de Deus”, “Deus Enviou” e “Eu Navegarei”, (..) Em contraponto, hinos lançados recentemente que tocam nas igrejas como “Noites Traiçoeiras” da compositora Simone Telésforo e “Rompendo em Fé”, da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul”. 

Quando eles caluniam que o Padre Marcelo Rossi “copia” músicas evangélicas, estão faltando com a verdade. Uma música que o padre Marcelo gravou, da cantora evangélica Ana Paula Valadão, foi cedida pela mesma, que se dizia mais entusiasmada com os católicos do que com os próprios evangélicos, como ela mesma deixa claro neste vídeo:





Como vemos, isso não caracteriza plágio, roubo ou coisa parecida, mas, autorização recíproca.

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O cantor gospel Marcos Witt é texano, e foi criado no México, na ocasião que ele veio ao Brasil fazer um show, promovido por uma igreja evangélica... cantou a “Oração da Família”, de Pe. Zezinho, todos que estavam ali cantaram juntos, a maioria evangélicos.
Isso não quer dizer que este cantor estava “roubando” ou “imitando” o padre. Se fossemos tão pilhéricos como certos evangélicos que estampam na internet que “os católicos se renderam a música evangélica”, o mesmo faríamos, sabendo mais do que ninguém que: é católico o primeiro cantor religioso do país; que é católico e religioso o maior cantor do pais; que é católico o cantor religioso que mais vende música no país; que é católica, a música preferida de muitos evangélicos:
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Noites Traiçoeiras - Mara Maravilha no Geraldo Brasil
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Noites Traiçoeiras - Mara Maravilha no Programa Raul Gil - Homenagem ao Artista




O artigo deste link, reflete sobre este assunto. E orienta os grupos de animação:


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Pax. 

por fernando nascimento 



segunda-feira, 9 de julho de 2012

ESTUDANDO A CATOLICISMO PARA COMBATÊ-LO




Fui estudar o Catolicismo para combatê-lo e tornei-me católico. 


Leia atentamente abaixo o testemunho de um homem que voltou seus olhos e coração para a Virgem Santíssima e para a Igreja Católica.

“Meu nome completo é Alessandro Ricardo Lima, sendo o terceiro filho de meus pais entre quatro irmãos.

Nasci em Brasília e Fui batizado na Igreja Católica quando tinha quase um aninho de idade. A cerimônia aconteceu na Igreja São José ao lado da Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro.

Fonte: Rainha Maria/ADF
Índice das  Mentiras


Mesmo sendo batizado na Igreja Católica, não segui esta fé. Pois desde muito pequeno minha irmã mais velha, que era Luterana, me levava para a Escola Dominical. Cresci na Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (IECLB). Para agradar meu pai fiz a primeira comunhão na Igreja Católica aos 15 anos. Mesmo sendo Luterano sempre tive muita admiração pelo exemplo de Vida de Nossa Senhora.

Nossa Senhora é a expressão maior de Mãe, por isso a devoção a Ela precisa ser difundida.
Quando terminei o segundo-grau fiz curso pré-vestibular onde conheci muitos jovens católicos. Foi nesta época que comecei a me interessar um pouco mais pela Igreja Católica. E participei de um grande encontro de jovens de duração de 3 dias, muito conhecido aqui em Brasília o “Segue-Me”. Fiz o "V SEGUE-ME" do Núcleo Verbo Divino.

Nesta época abandonei o Luteranismo e achava que havia me tornado católico. Era um jovem católico como muitos católicos que existem por aí, com um conhecimento muito superficial da doutrina da Igreja e sem conhecimento da história cristã.

Em 1999 fui morar no Rio de Janeiro, pela influência de alguns parentes e amigos, comecei a frequentar a os cultos da congregação Maranata, fundada pelo sr. Paulo Brito. Lá me converti ao Pentecostalismo. Lá me rebatizaram.

Durante este ano, me tornei um fervoroso protestante, e como normalmente acontece não me faltou o ódio à Igreja Católica. Tive acesso a vários folhetos que “revelavam” as “mentiras” do catolicismo. E me empenhei muito em estudá-los e divulgá-los.

Nestas minhas pesquisas e estudos a Providência Divina cuidou que eu encontrasse o Site AgnusDei. O primeiro artigo deste site que abri foi um intitulado “Concordância Bíblica” de autoria do Professor Carlos Ramalhete. O artigo tratava da concordância Bíblica que existia na doutrina dos sacramentos; mas uma frase deste artigo me chamou muito a atenção: “A Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe”. Nossa! Fiquei iradíssimo com aquilo, pois como um protestante que tinha a Sola Scriptura correndo em suas veias poderia dormir com um barulho daquele?

Entrei em contato com o referido Professor e com o Carlos Martins Nabeto, que era o criador do site.

Comecei a travar com eles uma série de debates. Comecei a me assustar quando me deparava com os Escritos Patrísticos, pois lá via que os primeiros cristãos confessavam o Catolicismo e não as novidades trazidas com a Reforma.

Comecei a ver que o que me ensinavam no protestantismo, não era a doutrina católica, era o que eles acham que era o Catolicismo. Comecei a ver que o que me mostravam no protestantismo não era a Igreja Católica, mas uma caricatura dela.

O fato decisivo foi quando apresentei aos referidos irmãos, um material que dizia que a Igreja Católica incluiu os livros “apócrifos” na Bíblia durante o Concílio de Trento, que me rebateram mostrando fragmentos de atas conciliares onde a Igreja já há mais de 1000 anos antes desta data já havia canonizado tais livros; me deram como referência a Bíblia de Guttemberg, que era anterior à Reforma, e já incluía tais livros.
Exemplar da bíblia de Gutemberg


Como trabalhava no Centro do Rio, fui à Biblioteca Nacional afim de conhecer a Bíblia de Guttemberg. Vendo os microfilmes pude constatar que o material protestante que estava em minhas mãos e que eu divulgava como sendo luz e guia da Verdade, era mais uma obra enganadora do Maligno.

Foi neste dia que com muita tristeza por ter perseguido a Igreja de Deus, me converti ao Catolicismo.

Enfrentei muitos problemas por causa da minha conversão, principalmente por causa de amigos e parentes. Em 03/2000 voltei à Brasília, e comecei então a preparar a chegada do Site Ictis, pois eu acreditava que tinha a obrigação de esclarecer os “católicos” que pensam que são católicos e os protestantes que pensam que são Cristãos. Dediquei-me tremendamente ao estudo dos Escritos Patrísticos, e a cada leitura, a cada estudo, me tornava cada vez mais Católico e mais tinha certeza do caminho que havia abraçado.

Sou formado em Processamento de Dados pela União Educacional de Brasília (DF) e possuo Especialização em Gerência de Projetos em Engenharia de Software pela Universidade Estácio de Sá (RJ). Sou Analista de Sistemas (com várias certificações do Mercado) e Professor Universitário aqui em Brasília.

Hoje me dedico ao estudo das origens cristãs, procurando divulgar o que tenho descoberto e a fonte de minhas informações para quem sabe outros vejam o que eu não pude ver.

E ajudo a manter este Apostolado Católico que tem como objetivo apresentar aos seus visitantes o VERITATIS SPLENDOR, isto é, o ESPLENDOR DA VERDADE. Pois como disse Nosso Senhor: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acender uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos que estão na casa.” (Mt 5,14-15).




domingo, 8 de julho de 2012

PURGATÓRIO E O SANGUE DE CRISTO

Pr. Airton Evangelista da Costa (vermelho)
Resposta de: Oswaldo - caçador de mentiras (preto)

1. Nenhuma doutrina ou tradição pode subsistir sem o respaldo da inerrante Palavra de Deus. 

Resposta: - É antibíblico e pura heresia entender que somente a Bíblia é inerrante. Deixo por conta de cada leitor para que julgue se tal é verdade ante o que diz a própria Bíblia:

1. Igreja Inerrante:  "... a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade" (I Tm 3,15);

2. Cristo infalível fala pela boca de seus enviados:  "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou"  (Lc 10,16);

3. Deus sempre confirma os ensinos de sua Igreja: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18);

4. O inferno não pode prevalecer contra a Igreja: "... as portas do inferno não prevalecerão contra ela. " (Mt 16,18)

2. O discurso do Purgatório parece haver perdido nos últimos tempos seu colorido, sua preferência no púlpito romano. 

KADISH TOLESA - VOTIVA
R. - Trata-se de um ensino perene da Igreja até mais antigo que ela própria. Os judeus são prova disso quando celebram o KADISH (procurar "kadish" em 


Os sacrifícios e súplicas pelos mortos é uma constante nos meios verdadeiramente cristãos que se utilizam dos bens iníquos - assim denominados pelo Salvador porque não nos pertencem e sim a Deus - para abater nas dívidas daqueles que  devem ao nosso Senhor: "Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16,9) 

3. - Todavia, esse esdrúxulo ensino está vigente, como veremos a seguir na palavra oficial do Vaticano: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura (1 Co 3.15), a tradição da Igreja fala de um fogo purificador. No que concerne a certas faltas leves, deve se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12.32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro. Este ensinamento apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, da qual já a Sagrada Escritura fala: “Eis por que ele [Judas Macabeu] mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Macabeus 12.46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos: Levemo-lhes socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai (Jó 1.5), por que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhes levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles” (Catecismo da Igreja Católica, pg. 290)”.

R. - Tão esdrúxulo quanto os demais ensinamentos do Divino Mestre que motivaram a debandada geral de  seus discípulos: "Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?" (Jo 6,60). Os que creem verdadeiramente em Cristo dirão ao contrário: "Então Jesus perguntou aos Doze: "Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (Jo 6, 67-68)


4. - O presente estudo objetiva dirimir dúvidas, principalmente dos recém-convertidos ao Senhor Jesus, os quais, provindos da Igreja de Roma, ficam a meditar na conveniência ou não de orar ou oferecer qualquer tipo de sacrifício em favor de seus familiares falecidos. Sem o propósito de fazer proselitismo, serve também à reflexão dos romanos, sobretudo dos que, por falta de recursos financeiros ou por esquecimento, não providenciaram a celebração de praxe, com vistas a socorrer as almas sofredoras.

R. - Pois não devia se preocupar com  isso, pois em sua afirmação anterior (2) você mesmo afirmou que tal ensino está caindo no esquecimento!

5. - ... Analisemos: Ø 1 Coríntios 3.15: ”Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. Nem no texto, nem no contexto, tal passagem sugere a existência do purgatório. Se a obra de algum obreiro não passar pela justa avaliação de Deus, tal obra será considerada queimada, insuficiente, indigna. Em razão disso, o obreiro negligente, sofrerá perdas (vergonha, perda de galardão, perda de glória e de honra diante de Deus) por ocasião do tribunal de Cristo (Rm 14.10; 1 Jo 4.17; Hb 10.30b). Vejam: “A obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta” (1 Co 3.13). A expressão “todavia como pelo fogo” pode ser entendida como escapando por um triz, escapando com perdas e danos, tal como se escapa de uma casa pegando fogo. Note-se: “como pelo fogo”, ou seja: de forma semelhante a quem escapa do fogo. O ministério vai abaixo porque não suportou o fogo da Palavra; a obra se perde, não prospera, “mas o tal será salvo”. Nada que indique que iremos para o fogo.

R. -  "... pode  ser entendida...". Só porque há a possibilidade de se entender diversamente do  que ensina a legítima Esposa do  Cordeiro, ninguém está autorizado em contradizê-la. A Igreja não pode errar - ver (1).

6. - Ø Mateus 12.32: “E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (ARC). Na tradução Revista Atualizada (RA) diz “... nem neste mundo nem no porvir”. Na Bíblia Linguagem de Hoje: “... nem agora nem no futuro”. A Igreja de Roma vê aqui a possibilidade de pecados serem perdoados após a morte, e se vale de 2 Macabeus 12.46, que sugere expiação pelos mortos. O versículo nos diz que rejeitar de forma contínua e deliberada a salvação que Cristo nos oferece pelo testemunho do Espírito Santo resulta numa situação irreparável. O versículo enfatiza que blasfêmia contra o Espírito Santo nunca será perdoada, em nenhuma época. Marcos 3.28 esclarece melhor: “Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda sorte de blasfêmias, com que blasfemarem. Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo”. Nada indica sobre a possibilidade de, no Purgatório, as almas serem perdoadas. Ademais, o texto fala que TODOS OS PECADOS serão perdoados (qualquer tipo de pecado), não havendo chance de os arrependidos levarem consigo “faltas leves” para serem queimadas.

R. - No caso de divergências o  pastor, em vez de perder tempo, deveria ter apelado para o original grego, ou, quando muito, para a vulgata latina.

Vamos ao grego:

και ος εαν ειπη λογον κατα του υιου του ανθρωπου αφεθησεται αυτω ος δ αν ειπη κατα του πνευματος του αγιου ουκ αφεθησεται αυτω ουτε εν τουτω τω αιωνι ουτε εν τω μελλοντι.

Repare a  perversidade protestante quanto à palavra de Deus: o vocábulo αιωνι, significa "século" e, na tradução interlinear puseram "age" (idade) absolutamente sem sentido; o termo μελλοντι é traduzido por "vindouro" traduziram por "comming [one]" (vinda[um]?!!!!)

A expressão "Século vindouro" (ou futuro) indica a outra vida, assim como está escrito: "... os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido". (Lc 20,35). 

Logo está certa a Igreja quando ensina que poderá haver uma purificação na outra vida.


7. - Ø 2 Macabeu 12.46: “É logo um santo e saudável pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados” (Bíblia, edição católico-romana, tradução do padre Antônio Pereira de Figueiredo, 1964). Macabeus e mais seis livros e quatro acréscimos apócrifos (não genuíno, espúrio) foram aprovados em 18 de abril de 1546 pela Igreja Romana... depois de acirrados debates, “para combater o movimento da reforma Protestante”, pois esses livros sem valor doutrinário davam sustentação à idéia do Purgatório, da oração pelos mortos e da salvação mediante obras...

R. - Mentirona das "brabas"!  Os dois livros MACABEUS constam dos mais antigos códices  e por volta de 367 d.C. já existiam, desde os tempos remotíssimos, documentos episcopais, sinodais, e também papais, que recusavam os apócrifos e davam a lista completa dos escritos canônicos. Assim por exemplo, 

1 - a Carta Pascal de Santo Atanásio (367) relaciona todos os 27 livros do Novo Testamento, aí incluída a Epístola aos Hebreus, a segunda e a terceira de São João e a de São Judas Tadeu, sobre as quais havia antes algumas dúvidas. 

2 - Em Santo Atanásio temos um testemunho autorizado do Oriente; no Ocidente temos a lista completa dos 45 livros do Antigo Testamento, e dos 27 do Novo no decreto do Papa São Damaso (382), lista que se repete nos Concílios de Hipona (393) e de Cartago (397) e na carta do Papa Inocêncio I a Exupério, bispo de Toulouse (405), e, bem mais tarde, no sínodo "in Trullo" de 692.

3 - Finalmente confirmado no C. de Trento de 1545 a 1563. 

8. - Ø O dogma do Purgatório não explica com nitidez qual o objetivo das rezas em favor das almas em estado de purificação. Ora, se Deus houvesse estabelecido um período para purificação dos que cometeram “faltas leves” (o que podemos entender por “faltas leves? Quais?).

R. - O pastor não sabe o que  são faltas leves, porém o Evangelho ser-lhe-á útil. Vejamos um exemplo:  "O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir" (São Lucas 12, 47-48). 

9. - Se a intenção é abreviar a permanência da alma no estágio ou amenizar seu sofrimento, a atitude, embora com as melhores intenções, estaria contrariando os planos divinos e dificultando, quem sabe, a rápida recuperação das almas ali confinadas. ...

R. - Acreditar na impossibilidade de outrem reparar os pecados de terceiros, corresponde a afirmar que Cristo morreu em vão por nós. Foi exatamente por isso que ele se fez um de nós. Para que  o pastor saiba que existe a comunhão dos santos, repare que o próprio São Paulo diz contribuir com  seus sofrimentos em favor do Corpo de Cristo, que é a Igreja: "... O que FALTA às tribulações de Cristo, COMPLETO na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cl 1,24)


10. - Ø De outra parte, a intercessão dos vivos em favor das almas no Purgatório não objetiva abrir-lhes as portas do céu, porque, como o próprio dogma define, a salvação delas está garantida. 

R. -
.Xiiii!!!! O que já era ruim piorou! Os que eram devedores do Senhor foram lançados ao Cárcere donde não poderão sair até que paguem o último centavo. E, não obstante isso, não nos impede que os ajudemos tal como disse Cristo: 
 "Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16,9) 

Quem leu a parábola encerrada por este conselho de Cristo, notará que esses nossos amigos são todos devedores de nosso "patrão". Portanto, devemos  fazer uso dos bens que não nos pertencem, pois somos reles administradores, para abreviarmos sua estadia no  cárcere. E o nosso patrão não se incomoda com isso? Claro que não! É ele próprio quem nos está aconselhando. 

Sabemos que sem a santidade ninguém pode ver o Senhor (Hb 12,14). À visão beatífica nada entra de impuro, sequer quem porta apenas a mancha do pecado original (pecado de Adão) e tanto isso verdade que sequer as criancinhas antes da Redenção de Cristo puderam subir aos céus  (Jo 3,13). Em  apocalipse 21,27 confirma este requisito de santidade quando diz; "Nunca mais entrará nela o que é impuro, nem alguém que pratique a abominação e a mentira. Entrarão nela somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro".


11. - Por que esses [os que estiverem vivos] serão arrebatados sem a obrigação de passar pelo fogo, enquanto os mortos em todos os séculos passariam, necessariamente, pelo estágio da purificação, segundo a crença romanista? Dois pesos e duas medidas no plano de Deus? 


R. - Só queria saber onde foi que  o pastor buscou que a passagem pelo purgatório é também necessária para quem não tem nenhum pecado. Ignora também que podemos igualmente  reparar nossos pecados mediante orações, penitências e indulgências. Ele supõe que todos os que vão ser levados para o céu poderão ali entrar sem a santidade  (Hb 12,14). Isto é o que não acontecerá. Deus cuidará para que cada bem-aventurado esteja preparado para a vinda de seu Senhor. As tribulações anunciadas servirão para esta purificação.


12. - O sangue de Jesus nos purifica de TODO pecado, de qualquer pecado. TODOS os pecados ser-nos-ão perdoados.


R. -  Para "crente" entrar no  céu é a coisa mais fácil do mundo. Basta crer somente que o sangue de  Cristo o tornará puro. Aliás todos se acreditam santos, não obstante seus pecados impuros, suas  línguas de trapo, seus juízos temerários, suas mentiras, suas trapaças, etc. 

É bom que ninguém se iluda com estas "facilidades" propagadas pelos falsos pastores que jamais  foram enviados. Eles executam as ordens de Satanás  levando multidões à perdição eterna. Para se chegar à Salvação a porta é estreita e o caminho bem apertado: "Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram" (Mt 7,13). Eis o que diz o primeiro dos apóstolos, Pedro: "E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador?" (I Pe 4,18)



Paro por aqui, porque o resto não passa de bla-bla-blá.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O MARTELO DOS HEREGES


Santo Antonio de Pádua

O grande Santo de Pádua – ou de Lisboa, sua cidade natal – embora com uma curta existência terrena, tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente.

Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” – são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.


Fonte: Últimas e Derradeiras Gracas





É o santo dos milagres, tal a quantidade de fatos extraordinários e sobrenaturais, obtidosatravés de sua oração, que acompanhavam a sua pregação. Sua língua está miraculosamente conservada em Pádua, há 775 anos. A sua devoção no Brasil foi uma rica herança dos portugueses.

Natural de Lisboa onde nasceu em 15 de agosto 1195, Ele era o filho único herdeiro dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso. Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas.

Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. Para aplacá-la, estando na catedral, o jovem traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera. Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade.

Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto.

Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.

Transferência para a Ordem Franciscana


Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.

Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio. Eles deram resposta afirmativa. No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.

Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria.

Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida.

Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.

Guiado pela mão da Divina Providência.

A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília. Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.

Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Homem de oração, Santo Antônio (que se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus.) sentiu a necessidade de se retirar para um local afastado e ali sentir Deus.

Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Ali viveu como eremita; partilharam desta mesma idéia alguns dos seus companheiros de hábito Franciscano. O quarto onde dormia era simples, teciam a própria roupa, faziam os serviços mais humildes. Foi um período de aproximadamente um ano.

Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.

Inicia a vida apostólica como grande Pregador

Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.

Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antônio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222.

Força irresistível de suas palavras.

Segundo seus biógrafos, ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz. A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça.

Entretanto, seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências.

Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. Freqüentemente, se bem que falasse (durante o sermão) uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países. Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França. Por isso, o Provincial o encarregou da ação apostólica contra os hereges na região da Romanha e no norte da Itália quando se tornou extraordinário pregador popular.

Após alguns anos de frade itinerante, foi nomeado, por carta, por São Francisco, o primeiro Leitor de Teologia da Ordem. Mas, este magistério de teologia para os franciscanos de Bolonha demorou pouco porque o Papa mobilizou todos os pregadores dominicanos e franciscanos para combater a heresia albigense na França. Por isso, passou três anos, lecionando, pregando e fazendo milagres no sul da França – Montpellier, Toulouse, Lê Puy, Bourges, Arles e Limoges.

Os Milagres.

As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam. Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”. O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.

Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.

Pregação aos peixes para confundir os indiferentes.

Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Na cidade italiana em Rimini ao norte da Itália, os hereges impediam o povo de ir aos seus sermões. Algumas pessoas correram na frente de Antônio e preveniram o povo daquela cidade afirmando que o frei era mentiroso e falso.

Durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Então, apelou para o milagreabandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo. Antônio elogiou a participação dos peixes na história da salvação. Assim daria uma lição ao povo do vilarejo, e alguns que viram o acontecimento, tinham sido testemunha, para o restante da população. Este milagre invadiu a cidade com entusiasmo e os hereges ficaram envergonhados.

Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável. Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.

O testemunho na presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia.

Um herege negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre.

E propôs o seguinte:

Deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse.

Isso foi feito diante de toda a cidade.

E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo Antônio segurava nas mãos.

Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.

O Menino Jesus.

Certa vez Frei Antônio se hospedou na casa de uma família muito amiga. A noite o dono da casa percebeu uma luz tão forte que vinha do quarto de Antônio que não poderia ser das velas. Vencido pela curiosidade levantou-se e foi espiar. O que viu? Antônio com o menino Jesus no colo. O menino, tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade. Conversavam amigavelmente.

A Morte de santo Antônio

Em 1229, foi morar com os seus irmãos franciscanos, perto de Pádua, no convento de Arcella, em Camposampiero. Antônio estava muito doente. Tinha hidropisia.

Apos as pregadas da Quaresma de 1231, sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Os frades fizeram para ele um quarto em cima de uma árvore, mas mesmo assim o povo o procurava e Antônio já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.

Decidiram então levá-lo a Pádua. (Pádua está situada na Região de Veneto, norte da Itália, rica em belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica).

Agasalharam o frei e colocaram em um carro puxado por bois. A viagem era longa. Antônio foi piorando. Pararam em um povoado que havia um convento franciscano. Antônio piorava, precisava ficar sentado pois sofria de falta de ar. Recebeu os sacramentos e se despediu de todos e ainda cantou o bendito: "Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas..." Depois ergueu os olhos para o céu e disse "Estou vendo o Senhor". Pouco depois morreu. Era dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio tinha 36 anos de idade.

Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.

Santo Antônio é o santo padroeiro dos casamentos.

A Canonização de SANTO ANTÔNIO.

Foi tanta a repercussão de sua morte e tantos os milagres, que, onze meses após sua morte, é canonizado pelo Papa Gregório IX em 1232; Foi o processo mais rápido da história da igreja .

Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e continua intacta até hoje, numa redoma de vidro, na Basílica de Santo Antônio, em Pádua, onde estão seus restos mortais.

Em 1946 é oficialmente proclamado Doutor da Igreja por Pio XII, sendo-lhe atribuído o epíteto de Evangélico pelo vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus Sermões.

Anualmente sua festividade é comemorada no dia 13 de junho.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

MILAGRES

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O milagre é o grande característico da santidade e da verdade. Somente Deus pode realizar fatos desta natureza. Só ele tem poder de comunicar tal dom aos homens. E, no percurso destes séculos, comunicou-o a milhares de pessoas privilegiadas pertencentes ao grêmio da Igreja Católica que, segundo os protestantes, não era mais a Igreja de Deus. Então, transmitiria Deus um tal poder a idólatras e perversos, para que estes provassem ser verdade o erro em que viviam e ostentassem como virtudes os vícios por eles praticados?... 
Até o momento nenhum protestante conseguiu mostrar um único milagre que tenha sido rigorosa e cientificamente examinado. Por que? Porque não podem; porque não existem.
ACESSE TAMBÉM: - Índice das    mentiras

01. O MILAGRE DE LANCIANO
02. CORPOS INCORRUPTOS
03. A VIRGEM DE GUADALUPE
04. SANGUE DE SÃO JANUÁRIO
05. O SANTO SUDÁRIO
06. O SUDÁRIO - MARCOS TOSATTI
07. SÃO PIO - CURA DO FILHO DO EMBAIXADOR
08. APARIÇÕES DE FÁTIMA 
09. APARIÇÕES DE LOURDES
10. DOM BOSCO - VISÃO DO INFERNO
11. OS PASTORINHOS - VISÃO DO INFERNO
12. SANTA FAUSTINA - VISÃO DO INFERNO
13. SANTA TERESA D'ÁVILA - VISÃO DO INFERNO
14. MILAGRES - COMPROVAM DEUS E SUA IGREJA

domingo, 1 de julho de 2012

APARIÇÕES DE FÁTIMA

O jornal "O Século" publica um artigo de Avelino de Almeida, onde este descreve o que presenciou. 



COISAS ESPANTOSAS: O SOL BAILOU AO MEIO DIA!



As aparições da Virgem - Em que consistiu o sinal do céu - Muitos milhares de pessoas afirmam ter-se produzido um milagre: A guerra e a paz.



Lucia, de 10 anos; Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, que na charneca de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourem, dizem ter falado com a Virgem Maria. 



OUREM, 13 de Outubro

Fonte: Dicionário da Fé


Ao saltar, após demorada viagem, pelas dezesseis horas de Ourem, na estação Chão de Maçãs, onde também apearam pessoas religiosas vindas de longes terras para assistir ao "milagre". Perguntei, de chofre, a um rapazote do "char-á-bancs" da carreira se já tinha visto a Senhora. Com seu sorriso sardoico e o olhar enviezado, não hesitou em responder-me: 

- Eu cá só lá vi pedras, carros, automóveis, cavalgaduras e gente! 

Por um fácil equivoco, o trem que nos devia conduzir a Judah Ruah e a mim até à vila, não apareceu e decidimo-nos a enfrentar corajosamente cerca de duas léguas por não haver logar para nós na diligência e estarem, desde muito, afreguezadas as carriotas que aguardavam passageiros. Pelo caminho, topamos os primeiros ranchos que seguiam em direção ao local santo, distante mais de vinte quilômetros bem medidos. 

Homens e mulheres vão quase todos descalços - elas com saquiteis à cabeça, sobrepujados pelas sapatorras; eles abordoando-se a grossos vara-paus e cautelosamente munidos também de guarda-chuva. Dir-se-iam, em geral, alheados do que se passa à sua volta, num desinteresse grande da paizagem e dos outros viandantes, como que imersos em sonho, rezando numa triste melopeia o terço. Uma mulher rompe com a primeira parte da ave-maria, a saudação; os companheiros, em coro, continuam com a segunda parte, a suplica. Num passo certo e cadenciado, pisam a estrada poeirenta, entre pinhaes e olivedos, para chegarem antes que se cerre a noite ao sitio da aparição, onde, sob o relento e a luz fria das estrelas, projetam dormir, guardando os primeiros lugares junto da azinheira bendita para no dia de hoje verem melhor. 

À entrada da vila, mulheres do povo a quem o meio já infectou com o vírus do ceticismo, comentam, em tom de troça, o caso do dia: 

- Então vais ver amanhã a santa?

- Eu, não. Se ela ainda cá viesse! 

E riem-se com gosto, emquanto os devotos proseguem indiferentes a tudo o que não seja o objetivo da sua romagem. Em Ourem só por uma amabilidade extrema se encontra aposentadoria. Durante a noite, reunem-se na praça da vila os mais variados veículos conduzindo crentes e curiosos sem que faltem velhas damas vestidas de escuro, vergadas já ao peso dos anos, mas faiscando-lhes nos olhos o lume ardente da fé que as animou ao ato corajoso de abandonar por um dia o inseparavel cantinho da sua casa. Ao romper d'alva, novos ranchos surgem intrépidos e atravessam, sem pararem um instante, o povoado, cujo silêncio quebram com a harmonia dos cânticos que vozes femininas, muito armadas, entoam num violento contraste com a rudeza dos tipos... 

O sol nasce, mas o cariz do céu ameaça tormenta. As nuvens negras acastelam-se precisamente sobre as bandas de Fátima. Nada, todavia, detém os que por todos os caminhos e servindo-se de todos os meios de locomoção para lá confluem. Os automóveis luxuosos deslisam vertiginosamente, tocando as buzinas; os carros de bois arrastam-se com vagar a um lado da estrada; as galeras, as vitórias, os caleches fechados, as carroças nas quais se improvisaram assentos vão ajoujados a mais não poderem. Quase todos levam com os farneis, mais ou menos modestos, para as bocas cristãs a ração de folhelho para os irracionaes que o "poverelo" de Assis chamava nossos irmãos e que cumprem valorosamente a sua tarefa... Tilinta uma ou outra guiseira, vê-se uma carrocinha adornada de buxo; no entanto, o ar festivo é discreto, as maneiras são compostas e a ordem absoluta... Burrinhos chutam à margem da estrada e os ciclistas, numerosissimos, fazem prodígios para não esbarrar de encontro aos carros. 

Pelas dez horas, o céu tolda-se totalmente e não tardou que entrasse a chover a bom chover. As cordas de água, batidas por um vento agreste, fustigam os rostos, encharcando o macadame e repassando até os ossos os caminhantes desprovidos de chapéus e de quaisquer outros resguardos. Mas ninguém se impacienta ou desiste de proseguir e, se alguns se abrigam sob a copa das arvores, junto dos muros das quintas ou nas distanciadas casas que se debruçam ao longo do caminho, outros continuam a marcha com uma impressionante resistência, notando-se algumas senhoras cujos vestidos colados aos corpos, por efeito do ímpeto e da pertinácia da chuva, lhes desenham as formas como se tivessem saído do banho! 

O ponto da charneca de Fátima, onde se disse que a Virgem aparecera aos pastorinhos do lugarejo de Aljustrel, é dominado numa enorme extensão pela estrada que corre para Leiria, e ao longo da qual se postaram os veículos que lá conduziram os peregrinos e os mirones (espectadores). Mais de cem automóveis alguém contou e mais de cem bicicletas, e seria impossível contar os diversos carros que atravancaram a estrada, um deles, o auto-ônibus de Torres Novas, dentro do qual se irmanavam pessoas de todas as condições sociaes. 

Mas o grosso dos romeiros, milhares de criaturas que foram de muitas léguas ao redor e a que se juntaram fiéis idos de varias províncias, alem-tejanos e algarvios, minhotos e beirões, congregam-se em torno da pequenina azinheira que, no dizer dos pastorinhos, a visão escolhera para seu pedestal e que podia considerar-se como que o centro de um amplo círculo em cujo rebordo outros espectadores e outros devotos se acomodam. Visto da estrada, o conjunto é simplesmente fantástico. Os prudentes campônios, abarracados sob os chapeus enormes, acompanham, muitos deles, o desbaste dos parcos farnéis com o conduto espiritual dos hinos sacros e das dezenas do rosário. 

Não há quem tema enterrar os pés na argila empapada, para ter a dita de ver de perto a azinheira sobre a qual ergueram um tosco pórtico em que bamboleiam duas lanternas... Alternam-se os grupos que cantam os louvores da Virgem, e uma lebre, espavorida, que galga matagal em fora, apenas desvia as atenções de meia dúzia de zagaletes que a alcançam e prostram à cacetada... 

E os pastorinhos? Lúcia, de 10 anos, a vidente, e os seus pequenos companheiros, Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, ainda não chegaram. A sua presença assinala-se talvez meia hora antes da indicada como sendo a da aparição. Conduzem as rapariguinhas, coroadas de capelas de flores, ao sítio em que se levanta o pórtico. A chuva cai incessantemente mas ninguém se desespera. Carros com retardatários chegam à estrada. Grupos de freis ajoelham na lama e a Lucia pede-lhes, ordena que fechem os chapéus. Transmite-se a ordem, que é obedecida de pronto, sem a mínima relutância. Ha gente, muita gente, como que em êxtase; gente comovida, em cujos lábios secos a prece paralisou; gente pasmada, com as mãos postas e os olhos borbulhantes; gente que parece sentir, tocar o sobrenatural... 

A criança afirma que a Senhora lhe falou mais uma vez, e o céu, ainda caliginoso, começa, de súbito, a clarear no alto; a chuva para e pressente-se que o sol vai inundar de luz a paisagem que a manhã invernosa tornou ainda mais triste...

A "hora antiga" é a que regula para esta multidão, que cálculos desapaixonados de pessoas cultas e de todo o ponto alheias ás influências místicas computam em trinta ou quarenta mil creaturas... A manifestação miraculosa, o sinal visível anunciado está prestes a produzir-se - asseguram muitos romeiros... E assiste-se então a um espetáculo único e inacreditável para quem não foi testemunha dele. Do cimo da estrada, onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter à terra barrenta, vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possivel fitar-lhe o disco sem o minimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-ia estar-se realisando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta, e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:

- Milagre, milagre! Maravilha, maravilha! 

Aos olhos deslumbrados daquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos biblicos e que, pálido de assombro, com a cabeça descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos fora de todas as leis cósmicas - o sol «bailou», segundo a típica expressão dos camponeses.. Empoleirado no estribo do auto-ônibus de Torres Novas, um ancião cuja estatura e cuja fisionomia, ao mesmo tempo doce e enérgica, lembram as de Paul Déroulède, recita, voltado para o sol, em voz clamorosa, de principio a fim, o Credo. Pergunte quem é e dizem-me ser o sr. João Maria Amado de Melo Ramalho da Cunha Vasconcelos. 

Vejo-o depois dirigir-se aos que o rodeiam, e que se conservaram de chapéu na cabeça, suplicando-lhes, veementemente, que se descubram em face de tão extraordinária demonstração da existência de Deus. Cenas idênticas repetem-se noutros pontos e uma senhora clama, banhada em aflitivo pranto e quase numa sufocação: 

- Que lástima! Ainda há homens que se não descobrem diante de tão estupendo milagre! E, a seguir, perguntam uns aos outros se viram e o que viram. O maior número confessa que viu a tremura, o bailado do sol; outros, porém, declaram ter visto o rosto risonho da própria Virgem, juram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artifício, que ele baixou quase a ponto de queimar a terra com os seus raios... Ha quem diga que o viu mudar sucessivamente de côr... São perto de quinze horas. 

O céu está varrido de nuvens e o sol segue o seu curso com o esplendor habitual que ninguem se atreve a encarar de frente. E os pastorinhos? Lúcia, a que fala com a Virgem, anuncia, com ademanes teatrais, ao colo de um homem, que a transporta de grupo em grupo, que a guerra terminara e que os nossos soldados iam regressar... Semelhante nova, todavia, não aumenta o júbilo de quem a escuta. O sinal celeste foi tudo. Há uma intensa curiosidade em ver as duas rapariguinhas com suas grinaldas de rosas, há quem procure oscular as mãos das «santinhas», uma das quais, a Jacinta, está mais para desmaiar do que para danças", mas aquilo por que todos anciavam - o sinal do céu - bastou a satisfaze-los, a radica-los na sua fé de carvoeiro. Vendedores ambulantes oferecem os retratos das crianças em bilhetes postais e outros bilhetes que representam um soldado do Corpo Expedicionário Português "pensando no auxilio da sua protetora para salvação da Pátria" e até uma imagem da Virgem como sendo a figura da visão... 

Bom negócio foi esse e decerto mais centavos entraram na algibeira dos vendedores e no tronco das esmolas para os pastorinhos do que nas mãos estendidas e abertas dos leprosos e dos cegos que, acotevelando-se com os romeiros, atiravam aos ares seus gritos lancinantes...

O dispersar faz-se rapidamente, sem dificuldades, sem sombra de desordem, sem que fosse mister que o regulasse qualquer patrulha da guarda. Os peregrinos que mais depressa se retiram, correndo estrada fora, são os que primeiro chegaram, a pé e descalços com os sapatos à cabeça ou dependurados nos varapaus. Vão, com a alma em laus (louvor) perene, levar a boa nova aos lugarejos que não se despovoaram de todo. E os padres? Alguns compareceram no local, sorridentes, enfileirando mais com os espectadores curiosos do que com os romeiros ávidos de favores celestiaes. Talvez um ou outro não lograsse dissimular a satisfação que no semblante dos triunfadores tantas vezes se traduz... 

Resta que os competentes digam de sua justiça sobre o macabro bailado do sol que hoje, em Fátima, fez explodir hosanas dos peitos dos fiéis e deixou naturalmente impressionados - ao que me asseguraram sujeitos fidedignos os livres pensadores e outras pessoas sem preocupações de natureza religiosa que acorreram à já agora celebrada charneca.

Avelino de Almeida 

Fonte: Site Montfort. 

Publ.: "O Século", Lisboa (edição da manhã) 37 (l2.876)

15 Out. 1917, p. 1, cols. 6-7; p. 2, col. 1.


15 Out. 1917, p. 1, cols. 6-7; p. 2, col. 1.