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terça-feira, 17 de julho de 2012

FALCATRUA ESPÍRITA USA NOME DE SÃO JERÔNIMO


O que vamos ver a seguir é a desonestidade descarada dos escritores espíritas, em vãs tentativas de forjar crédito para a farsa da reencarnação adulterando textos dos Pais da Igreja. O escritor espírita Léon Denis em seu livro “Cristianismo e Espiritismo” diz que São Jerônimo, o tradutor da Bíblia Vulgata, “afirma que a transmissão das almas fazia parte dos ensinos revelados a um certo número de iniciados” , porém não faz alusão à qualquer fonte. O livro “O Espiritismo e as Igreja Reformadas” (de Jayme Andrade, editora EME, quarta edição), dedica o capítulo VII, parte 3 ao estudo da reencarnação na história e lá preenche tal lacuna assim: “São Jerônimo afirmou (Hyeron, Epistola ad Demeter) que a 'doutrina das transmigrações era ensinada secretamente a um pequeno número, desde os tempos antigos, como um verdade tradicional que não devia ser divulgada.' 

Autor do desmentido: Fernando Nascimento


Esse mesmo Pai se mostra crente na preexistência, em sua 94ª Carta a Ávitus. José Reis Chaves, em  “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 7ª ed., ebm, cap VI; faz coro com Andrade: “São Jerônimo (...) também aceitava a reencarnação. Aliás talvez seja por isso que a Igreja pouco fale de São Jerônimo. Ele afirma que a transmigração das almas foi ensinada durante um longo tempo na Igreja. (9). Muito do que escreveu São Jerônimo escreveu está em forma de cartas. Em suas Cartas a Avitus, imperador romano, Jerônimo fala sobre a reencarnação (transmigração das almas) (10). E eis o que escreveu São Jerônimo: “A transmigração das almas é ensinada secretamente a poucos, desde os mais remotos tempos, como uma verdade não divulgável.(11)" As notas de rodapé são: (9) Evangelho Esotérico de São João, pág. 68, Paulo le Cour, São Paulo, 1993. (10) Vidas Passadas – Vidas Futuras, pág. 237, Dr. Bruce Goldberg, Editorial Nórdica Ltda. Rio de Janeiro, 1993. (11) O Mistério do Eterno Retorno, pág. 123, Jean Prieur, Editora Best Seller, São Paulo, SP


 A Verdade

Começando com a carta a Demetrius, pode-se constatar, procurando nos originais: 

http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf206.v.CXXX.html 

QUE NÃO existe tal referência elogiosa à doutrina da transmigração na carta a Demetrius. Pelo contrário, o que se encontra é: "Este ensinamento perverso e ímpio foi anteriormente amadurecido no Egito e no Oriente e agora que embosca secretamente como uma víbora em sua toca muitas pessoas daquela região, corrompendo a pureza da fé e gradualmente tocando conta de forma silenciosa como um mal hereditário, até atacar um grande número." 

Continuando: 

A CARTA a Ávitus é de número 124 (desconheço outra seqüência que a enquadre na 94ª posição). São Jerônimo morreu em 420, não conhecendo nenhum “imperador” de nome Avitus. O cidadão a que ele faz menção deve ter sido o mesmo que o apresentou a uma mulher de nome Salvina na carta 79ª, datada em 400 d.C. 

A carta a Avitus é datada em 409-10. De fato, existiu um imperador romano de nome Avitus (Marcus Maecilius Flavius Eparchius Avitus) que reinou em 455-6 no ocidente, mais de trinta anos após a morte de Jerônimo. Ele nasceu em 395, logo, era muito molequinho quando Jerônimo conheceu Salvina por intermédio do outro Avitus e um rapazola quando a carta em questão foi escrita. 

Voltando ao que interessa... 

J. R. Chaves acerta quando diz que São Jerônimo escreveu sobre a “transmigração das almas” para Avitus. Só se esqueceu de dizer que ele desceu o sarrafo em tal doutrina a carta inteira! 

Confira: 

http://www.ccel.org/ccel/schaff/npnf206.v.CXXIV.html 

Não existe reencarnação. A palavra de Deus diz: “Está determinado que os homens morram uma só vez e logo em seguida o juízo.” (Hebreus 9,27). 

Cai a farsa.

FREI DAMIÃO - DECÁLOGO CONTRA PROTESTANTE

MENTIROSO DECÁLOGO CUJA AUTORIA ATRIBUEM A FREI DAMIÃO - Mais uma falsidade criada e difundida pelos protestantes para atiçar ódio à pessoa do missionário que mais converteu protestantes ao catolicismo no nordeste.


Os protestantes, históricos carrascos e salteadores dos cristãos católicos, que tempos atrás, raivosamente matavam e decapitavam para se instalarem nos países católicos:




Já haviam forjado algo semelhante, onde se fazem passar por “perseguidos”, quando espalharam um falso “Juramento dos Jesuítas” no qual colocavam os jesuítas como seus “perseguidores mortais” . 



Essa farsa também foi desmascarada em: 




O protestantismo sempre fez vasto uso da máxima leninista que diz: “Xingue-os do que você é. Acuse-os do que você faz” (Lenin).



Fonte: FIM DA FARSA
Artigo de: Fernando Nascimento


1. A Mentira - OS DEZ MANDAMENTOS DE FREI DAMIÃO PARA ESPANTAR PROTESTANTE


.2. Autor da mentira - O aleivoso protestante Jeovah Mendes

3. Local onde se encontra a Mentira - no livro: "Curiosidades da Bíblia e da História: de Adão aos nossos dias", págs. 19-21, de Jeovah Mendes, editora Tábuas da Lei, ano 1999.


.5. A Verdade: o mentiroso decálogo que atribuem à autoria do Frei Damião, a que refutarei abaixo, trata-se de mais uma falsidade criada e difundida pelos protestantes para lançar ódio à pessoa do missionário que mais converteu protestantes ao catolicismo no Nordeste.

Calvinistas em 15 de julho de 1570, mataram 40 jesuítas,  
entre eles Inácio de Azevedo, morto a CUTILADAS 
(golpe de espada)
Os protestantes, os históricos carrascos e salteadores dos cristãos católicos, que tempos atrás, raivosamente matavam e decapitavam para se instalarem nos países católicos, veja: http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/05/sabe-por-que-alguns-paises-ricos-sao.html já haviam forjado algo semelhante, onde posam de “perseguidos”, quando espalharam um falso “Juramento dos Jesuítas” onde colocavam os jesuítas como seus “perseguidores mortais”. Essa farsa também foi desmascarada: http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2011/06/o-juramento-dos-jesuitas-refutado.html

.O protestantismo sempre fez vasto uso da máxima lenista que diz: “Xingue-os do que você é. Acuse-os do que você faz” (Lenin).

Agora, os sarcásticos carrascos que aumentavam o som dos auto falantes de suas igrejas durante os sermões de Frei Damião, e atiravam com armas de fogo contra seus seguidores, para que o frei cessasse de converter tanto protestante, forjaram mais uma farsa, intitulada: “OS DEZ MANDAMENTOS DE FREI DAMIÃO PARA ESPANTAR PROTESTANTE”

Eis os ”dez mandamentos” que Frei Damião nunca ensinou. Sorria com a incoerência crassa de cada um dos “mandamentos” que refuto logo a seguir:

OS DEZ MANDAMENTOS DE FREI DAMIÃO PARA ESPANTAR PROTESTANTE

I – Todo católico deve, ao deparar-se com um protestante, benzer-se e fazer o sinal da cruz

Frei Damião nunca ensinou isso. Tanto é que nenhum católico nordestino se benze quando encontra um protestante. Essa é uma farsa criada pelos “inimigos da Cruz de Cristo” (Filipenses 3,18-19), pois o benzer-se é feito na forma da cruz, e a grande maioria dos evangélicos já odeia a cruz de Cristo, sem precisar ninguém mostrá-la a eles.


II – Nunca deixe que o protestante o convença a ler a Bíblia, e sim o catecismo. A Bíblia constitui um veneno para o católico

Esse linguajar de que a “bíblia é um veneno para o católico”, é roubado de uma antiga farsa protestante que dizia que isto está no “Syllabus, 8-12-1864”. O Syllabus NÃO CONTÉM tal afirmação. O mentiroso que forjou isso não sabia que diariamente e a cada minuto, nos quatro cantos da terra, a Bíblia é lida durante a missa.

Muito antes de o protestantismo ser fundado, a Igreja Católica já recomendava a leitura da Bíblia:

"Todos os cristãos devem ler a Bíblia com piedade e reverência, rezando para que o Espírito Santo, que inspirou as Escrituras, capacite-os a entendê-las... Os que puderem devem fazer uso da versão latina de São Jerônimo; mas os que não puderem e as pessoas simples, leigos ou do clero...devem ler a versão alemã de que agora se dispõe, e, assim, armarem-se contra o inimigo de nossa salvação" (The publisher of the Cologne Bible [1480] ).

Como você vê, o argumento de que a Igreja foi contrária à Bíblia, é não somente falso, mas não possui nenhum embasamento histórico.


 III – Procure ter em casa um boneco de cera no formato de um totem e escreva sobre o mesmo o nome protestante. Caso algum deles apareça em sua casa, procure discretamente acender uma vela próxima ao boneco, o que fará fugir o herege filho de Lutero.

Católico não chama estátua de “totem” (isso é linguajar depreciativo protestante do autor da farsa), nem usa “boneco de cera”, muito menos para representar ninguém vivo.


IV – Se algum protestante convencer um católico para as suas fileiras, jogue sal pisado sobre as pegadas dos pés do tal apóstata, que não mais voltará a fazer conversão.

“Jogar sal em pegadas” nunca fez parte da religião católica, logo Frei Damião jamais ensinaria essa tolice, pois era doce a atraia os protestantes como formigas. Frei Damião converteu ao catolicismo 81 protestantes. 32 deles moravam nos municípios Pernambucanos de Garanhuns, Rio Formoso e Primavera; 25 conversões foram registradas na Arquidiocese de João Pessoa; 24 dos convertidos eram do Rio Grande do Norte. (Fonte: Mapa das Missões pregadas por Frei Damião de Bozzano da Custódia provincial de Pernambuco no Brasil (1931-1949).


V – Mantenha sempre em casa uma imagem de São Benedito, o pretinho, junto a uma garrafa de aguardente e um pedaço de fumo: só assim você conseguirá afastar, para bem longe, os malditos protestantes.

Aguardente e fumo nunca fizeram parte da religião católica. Nunca se recomendou colocar essas coisas próximo a santos. O autor da mentira deve ter procedido de um terreiro de umbanda. Frei Damião nunca ensinou essa farsa sem sentido.


VI – Reze todas as segundas-feiras (dia das almas), para Nossa Senhora do Desterro, a fim de que a mesma faça desterrar, para bem longe, os pestilentos protestantes.

Aqui está mais uma flagrante prova de ignorância e ódio de quem forjou tal embuste, pois não sabia que Nossa Senhora do Desterro intercede pelos exilados e desterrados, e não os expulsa.


VII – Para afastar o perigo da heresia protestante, reze sempre a ladainha de Nossa Senhora das Encruzilhadas, para que a mesma coloque o progresso da obra protestante no meio de uma encruzilhada

Nunca existiu nenhuma “Nossa Senhora das Encruzilhadas” e muito menos a “ladainha de Nossa Senhora das Encruzilhadas” que os católicos deveria “rezar sempre”.

No meio de uma encruzilhada o protestantismo está desde quando foi fundado e os “reformadores” se agrediram cada um fundando uma “igreja”.


VIII – Amarrar nos chifres de um bode mal-cheiroso uma oração de Padim Ciço, contendo as maldições e os anátemas da cabra preta e as imprecações de São Cipriano, a fim de que seja amarrada a obra evangélica dos protestantes.

Não existe nenhuma oração de Padim Ciço “contendo as maldições e os anátemas de cabra preta”. O autor do embuste também viajou na fábula que atribui a São Cipriano ter sido um bruxo. Isso nunca aconteceu. São Cipriano nunca foi bruxo. Frei Damião muito bem informado como era, não cometeria tais erros crassos sobre seus amigos da mesma fé. Para saber mais sobre São Cipriano, acesse:
http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=96&scat=177&id=3900


IX – Invocar os nomes de Santo Onofre, o padroeiro dos cachaceiros e São Longino, o protetor dos ladrões, para que a obra missionária protestante seja perturbada por espíritos de vícios e de roubalheiras.

1 - A intenção do autor deste embuste era passar a maliciosa idéia que o catolicismo faz apologia ao alcoolismo e ao roubo, daí a citação maldosa desses dois santos que nada têm a ver com essas coisas. Santo Onofre é padroeiro dos tecelões e não dos “cachaceiros”. Sem qualquer sentido, algumas pessoas o invocam CONTRA o alcoolismo e não a favor. Logo não é “padroeiro dos cachaceiros”:
http://www.cademeusanto.com.br/santo_onofre.htm

2 - São Longino, ou Longuinho, nunca foi “protetor dos ladrões”, isso prova que foi um raivoso acatólico que forjou essa farsa contra Frei Damião. As pessoas rogam a São Longino, ou Longuinho para encontrar objetos perdidos.  
http://www.paideamor.com.br/santos/sao_longuinho.htm

Ninguém precisa pedir para que a “obra” protestante seja perturbada por espíritos de vícios e de roubalheiras, ele já é naturalmente:

Patrick Means, em seu livro Men's Secret Wars (As Guerras Secretas dos Homens), numa pesquisa entre os “evangélicos” destaca: 64 por cento dos pastores evangélicos e leigos têm problemas com vício sexual, inclusive pornografia e outras atividades sexuais secretas. Especificamente, 25 por cento confessaram ter cometido adultério depois de casados e depois de se tornarem “evangélicos”.

E na roubalheira: integrantes da bancada evangélica do Congresso, receberam 58% do total da propina repassada a parlamentares pela máfia das ambulâncias, aponta o relatório da CPI dos Sanguessugas. Confira neste site evangélico que detalha as falcatruas evangélicas:


X - Todo aquele ou aquela que, pertencendo ao aprisco católico, casar-se com alguém de credo evangélico, irá no inferno bodejar sem cessar, além de ser atormentado(a) pelo tridente de ferrabraz.

1- Por fim, vê-se aqui que, quem criou tal farsa não é católico. O casamento entre católico e evangélico é permitido sim, com a aprovação do Bispo. É proibido só nos casos em que o casal não prometa batizar os filhos no credo católico. (Fonte: Cân. 1124; Cân. 1125; Cân. 1086 § 1.; Cân. 1108 § 1.)

2- “ferrabraz” nunca foi termo católico para indicar o Diabo.  O termo “ferrabraz” como sendo o Diabo é usado só pelos envolvidos em magia negra, como deve ser o autor dessa farsa.

Veja abaixo, que o termo “ferrabraz” não é associado ao Diabo pelas pessoas sérias:

Empresa Ferrabraz

Comunidade Terapêutica Ferrabraz

Rádio Ferrabraz

Tudo não passa de mais uma mentira encomendada contra Frei Damião e que aqui cai por terra.

Reveladoras palavras de Jesus, aos difusores dessa mentira diabólica: 


“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. (Jo 8,44).

sábado, 14 de julho de 2012

DE POMBO PARA URUBUS E DESTES PARA REVOADA DE CORVOS


A propósito de uma afirmação um tanto exagerada do DEMAPRO (o Exterminador de Hereges) que iniciou um tópico chamado: A "Assinatura Escandalosa de Deus". dizendo: "Deus Escandalosamente Assina e como que Declara: EIS O MEU SERVO, EIS A MINHA IGREJA" e o vídeo que exibe a presença de um pombo que pousa e permanece sobre o caixão de Dom Eugênio Sales:


Complementando logo a seguir:  "Biblicamente a pomba é sinal da presença do Espírito Santo de Deus. E a Pombinha Permaneceu..."

Ao que alguém respondeu, porém sem grande lógica: "Se aves de rapina  já estavam sobrevoando o caixão logo após a morte é porque o defunto já tinha passado da hora... mais um pouco Urubus estariam comendos suas vísceras no meio da igreja e o povão falaria que era obra divina!"


Sepultamento de Dom Eugênio Sales

Foram os URUBUS que me fizeram lembrar dos CORVOS do


O ENTERRO DE LUTERO

O corpo de Lutero, bastante desfigurado e mal suportado pelos circunstantes, foi transportado no dia 20 para HALLE, e no dia 22, pelo madrugada, para WITTEMBERG, onde, por ordem do landgrave, devia ser sepultado na igreja, junto ao púlpito donde havia lançado a semente da revolta.

Dizem os escritores da época que, ao ser ele para lá transportado, o mau cheiro do cadáver se tornou tão penetrante e insuportável que, diversas vezes, os carregadores foram coagidos e deixá-lo por algum tempo, só, no meio dos campos, para poderem respirar um pouco de ar puro.

Contam ainda ter um bando de corvos, aliciados pela putrefação, seguido o cortejo lúgubre, como se fossem demônio montando guarda de honra a um de seus chefes.

Foram tais as diversas opiniões veiculadas a respeito da morte e do interro do fundador do protestantismo

Haverá qualquer exagero nestas narrações?

É difícil dizê-lo; só me foi possível reproduzir o que os contemporâneos narraram a respeito

Que Justo Jonas, Célio, Aurifaber e, provavelmente, os filhos de Lutero tenham guardado silêncio sobre o fato é natural, pois a verdade seria a desmoralização da pessoa de seu amigo, de seu pai e até da reforma que este havia pregado e que eles mesmos seguiam

É por isso, conforme o testemunho citado, que todos juraram nada revelar da morte de seu chefe; é por isso também que ficou envolta em tantos mistérios e incertezas uma morte que devia ser notória para todos

CONCLUSÃO

Lutero desceu ao túmulo, como qualquer mortal; e, infelizmente, parece que acabou impenitente: a alma envenenada por sentimentos rancorosos, o coração transviado pelas paixões humanas, o espírito obcecado pela falsa idéia de um desígnio que o destinava para reformador

A existênica do herói de Vittemberg desconcerta o mais arguto psicólogo; é um complelxo contraditório e um triste acúmulo de ócio e de atividade, de obsessão e de força, de baixezas e de elevação, mas tudo isso, tão entrelaçado, que querendo-se delinear a sua fisionomia, chega-se necessariamente à de um de seus contemporâneos:

"Lutero é um tresloucado, ou, então, vítima de influência diabólica"

Cada vez se robustece em minha mente este mesmo conceito sobre o pai das seitas protestantes.

Iludido por sucessos passageiros, que as circunstâncias favoreceram, ele se julgou um gênio, um astro, um arauto do céu.

A morte implacável deitou no túmulo a sua audácia de deformador, porém o espírito de revolta que havia insuflado no mundo, o ódio ao Papa, que acendera nas almas, continuou, firmando o credo fundamental do protestantismo. 

Um homem que se ufana de raciocinar sem preconceitos teria de parar diante deste quadro horripilante, como se detém diante da forca de Judas, e exclamar instintivamente: Não, a verdade não está aqui; só posso estar diante do mal, diante do vício, da perdição... e a verdade continua estar ao lado de Jesus Cristo, mesmo estando ele diante de Caifaz, de Pilatos ou de Herodes... A verdade está com ele, exclusivamente com ele e com seus sucessores: o Papa imortal de Roma, sucessor de S. Pedro, representante visível do Cristo invisível.

Para tornar esta verdade palpável, permitiu Deus fosse Lutero, sepultado no mesmo dia em que o povo católico celebrava a festa da "Cathedra Petri", dia comemorativo da fundação da primazia do Papa... data em que a Igreja canta as palavras do Salvador a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela” (São Mateus 16, 18).

Lutero procurou prevalecer contra a Igreja... mas terminou esmagado sob o peso da rocha de Pedro; e o Papa continua, como sempre, abençoando os seus filhos e suplicando que Deus se compadeça dos seus perseguidores. 

Extraído do Livro "O Diabo, Lutero e o Protestantismo"

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PIO XII E A "LENDA NEGRA" DOS JUDEUS

A agência católica de Bruxelas relatava em 21 de fevereiro de 2001 que o Rabino David Dalin, de Nova Iorque, pedia que Pio XII fosse oficialmente reconhecido como um "justo entre as nações"

Fazendo coro com o escritor Antonio Gaspari e sua obra Les juifs sauvés par Pie XII, publicada em fevereiro do mesmo ano, a voz do rabino americano vem em socorro do Papa Pacelli, acusado por alguns de cumplicidade passiva com o regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Para ele, "no Talmude está escrito: Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro; e, mais que ninguém no século XX, Pio XII respeitou este princípio. Nenhum outro papa foi tão magnânimo com os Judeus. Toda a geração de sobrevivente do Holocausto testemunha que Pio XII foi autenticamente e profundamente um justo."


Com estas palavras se conclui um longo artigo do rabino David Dalin publicado na revista The Weekly Standard, onde ainda diz: "Contrariamente ao que escreveu John Cornwell, para quem Pio XII seria o "Papa de Hitler", creio que o papa Pacelli foi o maior dos benfeitores dos judeus."

É digno de nota que um dos livros de Dalin, Religion and State in the American Hewish experience, foi tido como um dos maiores trabalhos acadêmicos em 1998.

Este mesmo rabino deu diversas conferências sobre as relações entre judeus e cristãos no Hartford Trinity College, na universidade George Washington e no Queens College, de Nova Iorque. Ele sustenta que muitos livros publicados sobre Pio XII recentemente, manifestam uma incompreensão sobre a forma com que Pio XII se opôs ao nazismo e sobre aquilo que ele fez para salvar os Judeus do Shoah. A este propósito ele apresenta fatos, documentos, declarações e obras diversas. "Pio XII, diz, foi uma das personalidades mais críticas com relação ao nazismo. De 44 discursos pronunciados por Pacelli na Alemanha entre 1917 e 1929, 40 denunciam os perigos iminentes da ideologia nazista. Em março de 1935, em carta aberta ao pároco de Colônia, ele chama os nazistas de "falsos profetas para o orgulho de Lúcifer". No mesmo ano, em um discurso em Lourdes, denuncia "as ideologias possuídas pela superstição da raça e do sangue." Sua primeira encíclica como Papa, Summi Pontificatus, era tão claramente anti-racista que os aviões aliados lançavam milhares de cópias sobre a Alemanha para alimentar o sentimento anti-racista."

Àqueles que reprovam Pio XII por não ter se pronunciado com suficiente veemência contra o nazismo, Dalin repete as palavras de Markus Melchior, grande rabino da Dinamarca, e Ponte (do B'nai B'rith), que sobreviveu ao Shoah: "Se o Papa tivesse falado, Hitler teria massacrado muito mais que seis milhões de judeus e talvez dez milhões de católicos." Ele também cita as palavras de Kempner, representando os Estados Unidos no processo de Nuremberg: "Toda ação de propaganda inspirada pela Igreja Católica contra Hitler teria sido suicido ou levaria à execução de um número muito maior de judeus e católicos." Acerca da ajuda dada aos judeus, lembra rabino Dalin: "Ao longo dos meses em que Roma fora ocupada pelos nazistas, Pio XII deu por instrução ao clero de salvar os judeus por todos os meios. O cardeal Boetto de Genova salva, por si só, pelo menos 800 judeus, o pároco de Assis, 300. Quando foi entregue ao cardeal Palazzini a medalha dos justos por ter salvo judeus no seminário romano, ele afirmou: "O mérito é totalmente de pio XII que ordenou que fizéssemos tudo quanto possível para salvar os judeus da perseguição." A ajuda levada pelo papa Pacelli era tão conhecida que, em 1955, por ocasião da celebração do 10o. aniversário da Liberação, a União das Comunidades Israelitas proclamou o dia 17 de Abril como "dia da gratidão" pela assistência dada pelo Papa durante a guerra.

A segunda notícia provém da agência de imprensa católica Zenit (estreitamente ligada ao Vaticano), na data de 29 de Maio de 2001. Curiosamente, esta informação não foi repetida na edição francesa. Censura? Ei-la aqui pela primeira vez em francês. Sob o título Pio XII cria numa reação brutal contra os judeus. Ele sabia que um protesto custaria vidas, a agência apresenta um livro publicado na Itália sobre o pseudo-silêncio do papa, e que dá detalhes até o momento inéditos: Pio XII, Papa degli ebrei (Pio XII, o Papa dos judeus), publicado nas edições Piemme e escrito por Andrea Tomielli, correspondente do Vaticano para Il Giornale. O autor reconstitui o debate ao redor do papa Eugênio Pacelli. O mundo judeu agradeceu Pio XII durante sua vida e após sua morte. Mas sua reputação foi atacada após a publicação nos anos 60 da peça O Vigário, e, mais recentemente, no livro do escritor britânico John Cornwell, O Papa de Hitler.

Segundo a nova obra de Andrea Tomielli, Pio XII disse um dia ao padre Pirro Scavizzi, um padre que coletava informações sobre as vítimas das perseguições nazistas: "Após muitas lágrimas e muitas preces, julguei que meu protesto teria desencadeado a cólera mais feroz contra os judeus e multiplicado os atos cruéis, num momento em que eles se encontravam indefesos. Talvez meus protestos me tivessem ganho o elogio do mundo, mas eles teriam também causado aos pobres judeus uma perseguição ainda mais implacável que a que já sofrem."

(Emmanuel Ratier. Extraído de Monde et Vie, 14.12.02, republicado no Bulletin des Amis de St. François de Sales)

Vejam também:

A propósito dum aniversário

Os jornais encheram-se, há dias, quando da passagem do 6o.o aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, de artigos sobre o nazismo, apontado como o mal por excelência. Estamos totalmente de acordo que essa política era maligna mas, infelizmente, não esgota o Mal. Ele continuou e vai continuar, sob muitas formas, entre as quais o terrorismo e os crimes contra a vida. 

"O mal só se vence fazendo o bem", como escreveu o Papa na mensagem do Dia Mundial da Paz. "É ajudando as pessoas que são suas vítimas".

Foi o que fizeram muitos sacerdotes, religiosos e leigos que se sujeitaram a perder a vida, durante a perseguição nazista na Itália e em outros países, para salvar judeus e detractores do nazismo.

No livro «História dos judeus italianos», publicado graças a uma pesquisa da Ação Católica Italiana, Luciano Tas sublinha a contribuição oferecida até o derramamento do sangue por parte da Igreja Católica para ajudar e pôr a salvo os judeus perseguidos.

De acordo com o «Martirológio do Clero Italiano», 729 sacerdotes e seminaristas perderam a vida entre 1940 e 1946; destes, não menos que 170 foram assassinados por terem ajudado judeus e detractores do nazismo.

A edição em italiano do jornal da Santa Sé, «L’Osservatore Romano», recorda o testemunho de Giovanni Palatucci, polícia que faleceu em 10 de fevereiro de 1945 no campo de concentração de Dachau, aos 36 anos, onde havia sido internado por salvar milhares de judeus. Proclamado por Israel «Justo entre as Nações», a fase diocesana de seu processo de beatificação foi concluída no ano passado.



Outro caso é o de um pai de família, Odoardo Focherini (1907-1944). Começou a ajudar os judeus ainda antes de 8 de setembro de 1943, quando auxiliou um grupo de refugiados chegados da Varsóvia. Salvou 105 judeus da deportação nazista. Foi detido e internado no campo de Hersbruck, onde faleceu.

Mais que denunciar o mal, é bom que imitemos estas pessoas a auxiliar quem sofre
.
                                                                                                                                                     M. V. P.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

MÃE BRASILEIRA ADIA O TRATAMENTO DE CÂNCER E SALVA SEU BEBÊ DO ABORTO




Simone Calixto uma mãe brasileira que se recusou a submeter-se a um aborto, como sugeriram os médicos em Ontario (Canadá) após o diagnóstico de câncer de mama que recebeu quase ao mesmo tempo que soube que estava grávida. Depois de optar pela vida de sua pequena viajou ao Brasil onde completou seu tratamento e teve seu bebê.

Os médicos canadenses indicaram a Simone, uma médica de 39 anos, que abortasse, pois sua gestação incrementava o tamanho do tumor em seu peito devido aos hormônios. 

“Eles me disseram que a gravidez estava alimentando o tumor com hormônios, que dificilmente o bebê sobreviveria e que o mais seguro era interromper a gestação para poder fazer o tratamento correto”, disse Simone em entrevista ao Jornla O Estado de São Paulo.

Tal como recorda Simone, os médicos do melhor hospital de Ontario, a cidade em que residia, disseram-lhe que sem este passo (o aborto) não poderiam oferecer-lhe o tratamento. 

"Se naquele centro de referência eles tinham essa conduta, percebi que em nenhum outro hospital seria diferente", lamentou a mãe brasileira na sua entrevista ao “Estadão”.

Pressionada pela urgência de uma decisão para o procedimento, Simone afirmou que sentiu que ia morrer: “Senti que ia morrer, minha alma agonizava", disse ao jornal paulistano.

Diante da situação, Simone Calixto decidiu usar o sonar, um aparelho que permite escutar os batimentos do coração do bebê no útero. 

"Coloquei o sonar na barriga e em dez segundos comecei a ouvir o coraçãozinho. Senti que ele estava bem vivo", afirmou.

Além disso, Simone recordou ter visto um programa de televisão brasileiro, no qual apresentaram um caso similar ao seu no qual o bebê nasceu são. Logo contatou o doutor Waldemir Rezende o especialista citado na notícia e viajou ao Brasil.

Em seu país natal, Calixto chegou às 36 semanas de gravidez e deu à luz através de uma cesárea. O súbito crescimento do tumor em seu peito, apesar da quimioterapia realizada, a obrigou a adiantar o parto.

A pequena Melissa nasceu sã, com apenas uma leve dificuldade respiratória. Posteriormente extirparam o tumor no seio de Simone.

Simone agora deve enfrentar uma bateria de exames que não puderam ser feitos durante a gravidez, como tomografias e mais sessões de químio.

"O mais difícil já passou. A Melissa é um milagre, uma promessa que se cumpriu", afirmou Simone em sua entrevista.

Enviada por Nicélia Pinheiro


Fonte: ACI Digital


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Esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De fato, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Batismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Batismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 846)